O Instituto

                 “O conhecimento é apenas rumor até que chegue ao músculo.”
ditado da tribo Asaro, da Papua Nova Guiné

Quem somos nós

Criado em 2020 por um grupo de psicanalistas apaixonados pelo exercício diário de seu trabalho clínico, o Instituto Glue surge para formar novos analistas que desejem ser instrumentos de um processo eficaz de alívio do sofrimento, de crescimento emocional e da integração psíquica de seus pacientes.

Nossa História

Nossa História

Ao longo de quase 30 anos de atendimentos de pacientes, pesquisas, publicações e coordenação de grupos de estudos e supervisões, a partir do pensamento do psicanalista húngaro Sándor Ferenczi, Gisela Paraná Sanches percebeu que todo esse trabalho e experiência acumulados poderiam ser sistematizados em um curso formalizado.

Essa ideia, que já vinha sendo germinada há décadas, de estruturação do conhecimento foi acelerada pelo cenário da pandemia de Covid 19 o qual, iniciado em março deste ano, potencializou o sofrimento psíquico das pessoas, impactando gravemente a saúde mental, já precária, da população do país.

A esse projeto, uniram-se Gislaine Passarini, Samuel Malentacchi e Tatiana Monreal Cano, psicanalistas ferenczianos, os quais, há muitos anos, participam desse núcleo de formação original, estudando, pesquisando e trabalhando em seus consultórios particulares. 

Assim surge a ideia da criação do Instituto Glue: um espaço para oferecer uma formação em psicanálise ferencziana – a primeira do país – integrada a uma clínica social.

Ao propor novas técnicas para o atendimento de pacientes mais graves do que o método freudiano podia tratar, Ferenczi foi, sem se dar conta, rompendo com o paradigma positivista (das ciências naturais) e forjando um método de tratamento coerente com o paradigma das ciências humanas, no qual observador e observado estão sempre e necessariamente implicados (mudança do modelo “one-person psychology” para o modelo “two-person psychology”, como dizia seu discípulo Michael Balint).

Ele vai percebendo que comportamentos e sintomas são sempre formas de comunicação, ou seja, surgem e se mantém no campo da intersubjetividade.

Esse novo modelo de trabalho que questiona o conceito de neutralidade e entende o impacto da pessoa real no analista sobre o analisando vai propor, exatamente por isso, a importância do tato, da empatia, da sinceridade, e da simpatia do terapeuta.

Ferenczi tornou-se o precursor da psicanálise relacional, da psicoterapia breve, da psicossomática e o grande especialista em pacientes traumatizados, os chamados pacientes difíceis. Ele é o pai da psicanálise moderna, já que seus trabalhos “fizeram de todos os analistas seus discípulos” (Freud, 1933).

É somente com o pensamento visionário de Ferenczi e dos autores que seguiram em sua esteira que hoje somos capazes de compreender e tratar as graves patologias psíquicas contemporâneas.  

Nesse contexto, a proposta de um curso de formação ferencziana não é apenas necessária como chega em boa hora para aqueles que desejem potencializar sua competência clínica.

A formação em psicanálise ferencziana é um curso livre (não credenciado pelo MEC), consistente com o pensamento independente de Ferenczi, com 3 anos de duração.

O Instituto também oferece um curso introdutório à psicanálise, com a duração de 1 ano.

A clínica social contará com um banco de psicanalistas ferenczianos que oferecerá tratamento às pessoas que não têm condições de pagar.

Todos esses profissionais serão remunerados de modo justo através do apoio de pessoas físicas e jurídicas que desejem apoiar a causa prioritária da saúde mental em nosso país.

Tanto os cursos quanto as sessões analíticas oferecidas pelo Instituto Glue serão online para torná-los acessíveis a pessoas de todo o Brasil, ou mesmo do exterior, desde que falem português.

O Instituto permitirá replicar um modelo terapêutico eficaz para um número muito maior de profissionais e, por consequência, aumentar o número de pacientes tratados adequadamente.

Quem foi Sándor Ferenczi?

Quem foi Sándor Ferenczi?

Médico e psicanalista húngaro, Sándor Ferenczi (1873-1933) foi um dos primeiros e mais geniais discípulos de Sigmund Freud.

Depois de um longo e intenso convívio com seu mestre e analista, Ferenczi começou a desenvolver uma série de técnicas psicanalíticas inovadoras cujo principal objetivo era tratar pacientes considerados inanalisáveis pelo próprio Freud.

Pouco a pouco, através da originalidade de suas ideias, sua coragem e seu pensamento visionário, Ferenczi desenvolveu uma tecnologia de ponta em psicanálise.

Tornou-se um especialista em casos difíceis: traumatizados de guerra, vítimas de violência sexual, física ou psicológica, pacientes psicóticos, “borderline”, e todos os que sofreram graves privações ambientais.

Simultaneamente clássico e moderno, Ferenczi nos deixa um legado teórico-clínico absolutamente essencial para a compreensão e para o tratamento das patologias psicológicas contemporâneas.

Seu novo paradigma psicanalítico propõe, ao mesmo tempo, uma compreensão profunda do sofrimento humano e um modelo de trabalho terapêutico, empático, sensível, amoroso e, incontestavelmente, mais eficaz.

Por que o nome "Glue"?

Por que o nome "Glue"?

O nome “Glue” para o Instituto surgiu como referência a uma das ideias centrais do pensamento de Sándor Ferenczi: o amor terapêutico do psicanalista é a “cola” que integra as partes divididas da personalidade dos pacientes vítimas de traumas.

Membros

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